terça-feira, 16 de setembro de 2008

1813 - um número para contar uma história...


1813 - um número para contar uma história...

Foram mais de 1813 sentimentos vividos;
Foram mais de 1813 paisagens contempladas
Foram mais de 1813 animais admirados
Foram mais de 1813 oportunidades de amizades, mas somente algumas feitas.
Foram mais de 1813 sorrisos, risadas e gargalhadas
Foram mais de 1813 ou mais braçadas dadas entre o mar e a piscina
Foram mais de 1813 quilômetros percorridos na África (acho que um pouco mais)
Foram mais de 1813 sons ouvidos
Foram mais de 1813 cores observadas
Foram mais de 1813 calorias consumidas por dia
Foram mais de 1813 horas de reuniões
Foram mais de 1813 horas de conversa na beira da piscina
Foram mais de 1813 pensamentos destinados aos amigos no Brasil
Foram mais de 1813 passos dados em cada uma das 3 cidades visitadas no Quênia

Alguns desses itens podem ser observados – porém num recorte de tempo e espaço limitado – nas fotografias do meu álbum eletrônico no Picasa - http://picasaweb.google.com/assessortecnico

É preciso tempo e paciência, mas aqui vai uma orientação básica, do que não dá para perder:

- Nascer e Por do Sol na África na pasta Por e Nascer do Sol n...(157)

- Fotos do Safári realizado na cidade de Voi, no parque de Tsafo East na pasta Fotos do Rani (227)

- Fotos de Nairobi e do Safári Walk na pasta Fotos de Narobi - Rani(467)

Diário de Nairobi para Dubai: Domingo, dia 14 de Setembro: [re]refazendo as malas.

Diário de Nairobi: Domingo, dia 14 de Setembro: [re]refazendo as malas.

São 07h30 da manhã de um domingo e eu estou acordado, e de banho tomando, já na frente do laptop, com a TV ligada na CNN Internacional e a xícara de café queniano quentíssima na minha frente. As 08h30m saímos para tomar um café da manhã bastante reforçado – queremos economizar com o almoço... rsrs. O programa hoje é andar pela cidade, sim, só caminhar... dedicamos a manhã toda para conhecer o centro da cidade. Os edifícios são de uma arquitetura pós moderna, um edifício redondo de uns 30 andares, outro que parece uma pirâmide... Nairobi é a cidade do Conselho, ou seja, é a cidade Capital do País, o lema aqui é “por uma cidade mais verde e mais limpa” e realmente é surpreendentemente limpa, aliás, mais limpa que São Paulo. Os edifícios dos Ministérios Públicos são um show à parte. A caminhada durou umas 4 horas, fomos e voltamos a pé e o melhor sem se perder – completamente. As 12h, deixamos o Hotel Nairobi Safári Club... a cashier que fez meu check-out tem o mesmo nome da minha amiga-rommie; seu Joseph já estava nos esperando. Chegamos no aeroporto algumas horas da abertura do check-in e recebemos a visita da nossa amiga do serviço que tem o mesmo nome do país em que vive – Albânia. O check-in abriu e tudo deu certo. Comprei café pra mim e dois chás, sendo um dele de Massala, me descobri um apreciador de massala durante essa viagem. Postei meu terceiro cartão-postal – agora oficialmente – um em Dubai, um em Mombasa e outro em Nairobi. Chegamos em Dubai às 23h30, o mesmo Raio-X, as mesmas lojas de Duty-free e eu com uma pequena lista de compras, vai para lá, vem pra ka, torpedos de consulta para o Brasil. Uma xícara de café de uns 300ml, e net wi-fi de graça... então deu para ganhar um tempo conversando com os amigos do Brasil – e checando as encomendas. Vamos fazer prestação de contas as 01h da manhã.... – tenho que checar essas contas de novo, rsrsrs... – o jantar é Mcdonalds de novo... – medida de segurança. Dois bigs, duas coca-lights, babatas e uma torta de maçã. eu não queria dormir, então comecei a andar o aeroporto de um lado para o outro, fotografando, fazendo pequenos vídeos – tenho um amigo no Brasil que vai pirar, esse aeroporto é pelo menos 3 vezes maior do que o Shopping Paulista, são 360 portões de embarque e eu só consegui andar pela asa que tinha 150 portões. Entrei na mesquita e com muito cuidado tirei algumas fotos, tinha uma placa: proibido entrar calçado, proibido falar, proibido dormir, proibido, proibido, proibido... tirei algumas fotos escondidas... tinha gente dormindo lá, eu ouvi o ronco... ou talvez algum idioma que eu ainda não conhecia. As horas passam, minha amiga brasileira, está teclando como marido, ela dorme na frente do laptop, eu volto a andar... de lá pra cá feito um doido... compro mais algumas coisa, chocolate, uma caneca, um camelo de pelúcia para meu sobrinho – já que tinha comprado uma boneca feita a mão na feira do Mercado de Rua Massai. O dia amanhece, ainda estou andando, tomo uma coca-cola para despertar e um ASS para dor nas pernas. O vôo aparece no painel as quase 7 horas da manhã. Deito num carrinho de carga e durmo cinco minutos, chego a roncar segundo minha amiga... eu não ouvi nada... abrem o portão, e mais alguns minutos de espera, conhecemos um casal que passou alguns dias em Dubai, e que estava reclamando que não tinha muita coisa para ver. Chegamos na aeronave... tenho dor nas costas, minha bagagem de mão está muito pesada. Cochilei durante alguns minutos. O vôo foi dividido entre os 5 filmes que assisti, e as 3 refeições que fiz, só consegui cochilar novamente quando o piloto anunciou que estávamos em solo Brasileiro. O avião pousa no Brasil, em São Paulo, são 18h18m, está 15 graus, e está garoando... perfeito!!! Minha cidade!!! Uma passada rápida no free-shop e nenhuma das duas encomendas foram encontradas. Então saiu, ligo para meus amigos... minha roomie chega, com uma faixa: “Ranny! Welcome back to Brazil! We love you!” uma mistura de vergonha e felicidade... junto com ela está nosso amigo-taxista e nosso diretor executivo. Despeço-me de minha amiga brasileira personal trainner, com um forte abraço, vou pra o táxi, tento dormir estou muito cansado, algumas horas depois estou em casa, de banho tomado, de presentes entregados e dormindo. A viagem acabou e a experiência ficou marcada de forma indelével em minha vida. Essa viajem me ensinou que eu não devo me preocupar tanto com as coisas da vida e devo ser mais feliz!

Don't Worry Be Happy
Bobby McFerrin

Here's a little song I wrote,You might want to sing it note for note.
Don't worry, be happy.
In ev'ry life we have some trouble,But when you worry you make it double.
Don't worry, be happy.Don't worry, be happy now.
Woo-oo-hoo-hoo-oo hoo-hoo-oo-oo-oo-oo-ooo
Don't worry.
Woo-oo-woo-oo-woo-oo-ooo Be happy.
Woo-oo-oo-oo-ooo
Don't worry, be happy.
Woo-oo-hoo-hoo-oo hoo-hoo-oo-oo-oo-oo-ooo
Don't worry.
Woo-oo-woo-oo-woo-oo-ooo
Be happy.
Woo-oo-oo-oo-oooDon't worry, be happy.

Ain't got no place to lay your head,
Somebody came and took your bed.
Don't worry, be happy.
The landlord say your rent is late,
He may have to litigate.
Don't worry, (ha-ha ha-ha ha-ha) be happy.
Look at me, I'm happy.
Woo-oo-hoo-hoo-oo oo-oo-oo-oo-oo-oo-ooo Don't worry.
Woo-oo-oo-oo-oo-oo-ooo Be happy.
Woo-oo-oo-oo-ooo
Here, I'll give you my phone number.
When you're worried, call me.
I'll make you happy.
Woo-oo-hoo-hoo-oo oo-oo-oo-oo-oo-oo-ooo
Don't worry. Woo-oo-oo-oo-oo-oo-oo Be happy.
Woo-oo-oo-oo-ooo
Ain't got no cash, ain't got no style, Ain't got no gal to make you smile,
Don't worry, be happy.
When you're worried your face will frown,
And that will bring ev'rybody down.
Don't worry, be happy.Don't worry, be happy now.
Woo-oo-hoo-oo-oo oo-oo-oo-oo-oo-oo-oooDon't worry.
Wo-oo-oo-oo-oo-oo-oooBe happy. Woo-oo-oo-oo-ooo Don't worry, be happy.
Woo-oo-hoo-oo-oo oo-oo-oo-oo-oo-oo-oooDon't worry.
Woo-oo-oo-oo-oo-oo-oooBe happy. Woo-oo-oo-oo-oooDon't worry, be happy.
Woo-oo-hoo-oo-oo oo-oo-oo-oo-oo-oo-oooDon't worry, don't worry.Woo-oo-oo-oo-oo-oo-oooDon't do it, be happy.Woo-oo-oo-oo-ooo
Put a smile on your face
Don't bring everybody down like this.
Woo-oo-hoo-hoo-oo oo-oo-oo-oo-oo-oo-oooDon't worry.
Woo-oo-oo-oo-oo-oo-ooIt will soon pass, whatever it is.Woo-oo-oo-oo-oooDon't worry, be happy.
Woo-oo-hoo-hoo-oo oo-oo-oo-oo-oo-oo-oooI'm not worried.
Woo-oo-oo-oo-oo-oo-ooI'm happy. Woo-oo-oo-oo-ooo

Video no Youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=yjnvSQuv-H4&feature=related

Don't Worry Be Happy (Não Se Preocupe, Seja Feliz)
Bobby McFerrin
Não Se Preocupe, Seja Feliz
Aqui está uma pequena canção que escreviTalvez você queira cantá-la nota por notaNão se preocupe, seja felizEm toda vida existem problemasMas enquanto se preocupa você os duplicaNão se preocupe, seja felizNão há lugar onde descansar a cabeçaAlguém veio e levou sua camaNão se preocupe, seja felizSeu senhorio diz que o aluguel atrasouEle terá que questionar em juízoNão se preocupe, seja felizVeja como estou felizNão se preocupe, seja felizAqui está meu telefoneMe ligue quandoSe preocuparNão se preocupeSeja felizNão tem dinheiro e nem estiloNão tem garota para fazê-lo sorrirNão se preocupe, seja felizPois quando você se preocupaSeu rosto enrugaE isso deixaráTodos deprimidosTodos deprimidosSeja feliz, ponha um sorrisoEm seu rosto não deprima a todosNão se preocupe, seja felizNão importando o problemaIsso passará, não se preocupeSeja feliz, eu não estou preocupado.

Três Musicas: UM SENTIMENTO: Jambo Jambo Buana - Don´t Worry Be Happy - The Lion Sleep Tonight

JAMBO, JAMBO BWANA

Jambo / Olá

Jambo, Jambo Bwana, / Olá, Olá Senhor,
Habari gani?, / Como está?,
Mzuri sana. / Muito bem.

Wageni, mwakaribishwa, / Estrangeiros, vocês são bem-vindos
Kenya yetu Hakuna Matata. / No nosso Quénia não há problema.

Kenya nchi nzuri, / O Quénia é um bonito país,
Hakuna Matata. / Não há problema.

Nchi ya maajabu, / Um lindo país,
Hakuna Matata. / Não há problema.

Nchi yenye amani, / Um país pacífico,
Hakuna Matata. / Não há problema.

Hakuna Matata, / Não há problema,
Hakuna Matata. / Não há problema.

Watu wote, / Todos,
Hakuna Matata, / Não há problema,
Wakaribishwa, / São bem-vindos,
Hakuna Matata. / Não há problema.

Hakuna Matata, / Não há problema,
Hakuna Matata. (mpaka mwisho) / Não há problema.

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Don't Worry Be Happy
Bobby McFerrin

(letra já postada)

Video no Youtube:http://www.youtube.com/watch?v=yjnvSQuv-H4&feature=related

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The Lion Sleep Tonight (Ally & Jo)
Whigfield
Composição: P. Campbell - A. Stanton - L. Creatore - H. Peretti - G.D. Weiss


Aween away aween away aween away...
In the jungle
The mighty jungle
The lion sleeps tonightIn the jungle
The quiet jungle
The lion sleeps tonight

Aween away aween away aween away...
In the village
The quiet village
The lion sleeps tonight
In the village
The quiet village
The lion sleeps tonight
Aween away aween away aween away...
Hush my darling
Don't cry my darling
The lion sleeps tonight
Hush my darling
Don't cry my darling
The lion sleeps tonight

Clipe no Youtube do Tokens: http://www.youtube.com/watch?v=mwy5uqemp6c&NR=1

Clipe engraçado e mais visitado do Hipopótamo e do Cachorro: http://www.youtube.com/watch?v=Vebx1Ja9zm8

domingo, 14 de setembro de 2008

Diário de Nairobi: Sábado, dia 13 de Setembro.



Diário de Nairobi: Sábado, dia 13 de Setembro.


O dia amanheceu, abro somente um olho para o olhar no meu celular, são 07h13m, de forma muito sorrateira me espreguiço na cama, e depois de pensar 1000 vezes, dou um pulo e estou no banheiro, novamente tomando banho em uma água morna sem gosto de sal. O banheiro parece aqueles de camarim, com direito a lâmpadas brancas em globos brancos ao redor do imenso espelho que toma mais da metade do banheiro, as louças e as torneiras, todas são daquelas muito antigas, com acrílico sextavado decorando cada uma delas. Depois de um banho muito demorado, estou na sala aproveitando um aquecedor de água para fazer uma xícara de Nescafé. Enquanto a água aquece, tiro algumas fotos do mesmo local que tirei ontem a noite, para depois comparar noite-dia. Ligo a teve, depois de uma rodada nos canais locais, lembrei que tenho duas revistas do Brasil em minha bolsa. Começo a ler, ouvindo a TV e tomando uma xícara de café quente. Saímos por volta das 08h30m para o café da manhã: uma omelete (tomate, pimentão, queijo, sal, cogumelos e 2 ovos), um iogurte de frutas vermelhas, um pouco de cereal e leite gelado, uma xícara de café com leite, um pão com manteiga, um croissant com geléia de morango. Após uma longa negociação com a senhora da recepção, e um taxista, resolvemos fazer o Safári Walk, do Narobi National Park. Joseph é nosso taxista, um queniano simpático, ele nos disse que já não jogava mais futebol pela idade avançada que tem. Ele nos mostrou alguns pontos turísticos da cidade. O parque ficava cerca de 20 minutos do hotel. E tem duas versões de Safári neste Parque, uma você faz de carro e outra que você faz caminhando, um pouco mais de duas horas. Como já tínhamos passado pela experiência de um Safári de carro em Voi - Tasfo, optamos dessa vez por fazer a versão caminhando. Logo na entrada – com um imenso deck de madeira, acima de um lago com ágapes floridos de roxo e amarelo e alguns carpas, estava uma árvore com o maior ninho de pássaro que eu já tinha visto. Em seguida, de longe observo a placa de hipopótamos... sai correndo... e no local da piscina onde eles provavelmente estariam, não estavam... então observei de longe dois pequenos hipopótamos, pensei que eram filhotes e fui fotografar, nesse momento encontro um senhor chamado Peter que nos acompanhou até o final do tour. Peter me explicou que aquele casal de hipos era de uma família rara de hipos anões, o macho já tinha 21 anos e a fêmea 16 anos. Eles tinham um metro de altura, tinham um couro bem espesso e liso, negro. Olhos grandes e bocas com dentes grandes. O guia também explicou que aquela era a idade máxima que eles viveriam se tivesse na natureza e que em cativeiro viveriam mais 10 anos cada um pelo menos. Do outro lado num grande cercado é possível ver dois búfalos, um casal de zebras albinas, sim, albinas, elas eram um pouco amarelas e com listras brancas; tinham também um zebu, e alguns veados. A próxima placa anunciava uma hiena, que vi correndo de muito longe, cheguei perto da cerca e comecei a assobiar, e ela veio ver, tinha o tamanho de um cão pastor-alemão, e não parecia nem alegre e que também não sorria há muito tempo. Em seguida primatas esses eu só conhecia de televisão, tinham a cara branca e como se estivesse vestido para festa com smoking preto e camisa branca, a calda também era branca e bem peluda, como felpuda. Vários pequenos esquilos estavam por toda à parte do parque, correndo daqui para lá, comendo as sementes que caiam das árvores. Em seguida outra big surpresa (a primeira foi os hipos) estamos a frente a um metro de um dos Big-Five, estamos do lado de Tomas, um rinoceronte, que chegou no parque com 3 anos de idade, órfão. De uma espécie rara Tomas tem dois chifres e hoje esta com 16 anos e come e dorme tranqüila e seguramente. Ficamos durante 20 minutos, admirando o pequeno-grande Tomas. Seguimos o caminho, agora entrando num bosque, com vários pássaros – inclusive um casal de “patos” gigantes – árvores de todos os tamanhos e jeitos. Ao sairmos do bosque fomos visitar Mateus, um leãozinho de 17 anos e estava tomando um banho de sol e que só levou a cabeça para ver quem estava fazendo barulho – Peter estava gritando o nome dele e sacudindo a porta da jaula onde o alimentava. Demos a volta na jaula e sou surpreendido por duas leoas, Nana e Malaika (significa anjo em swahili). Nana é mais tranqüila e brincalhona, tinha um balde azul e – orientado por Peter – fiquei brincando com ela do outro lado da tela, ele queria pegar, então levantava a pata e de vez em quando ficava em pé na tela. Nana, já parecia ser uma leoa mais velha e tinha um senso de caça muito aguçado, ela ficou completamente louca, quando um antílope chegou para ver o que estava acontecendo e para ser alimentado pelos turistas. Em seguida, aproveitando o ambiente de curiosidade, chega uma avestruz enorme, preto e branco que também comeu folhas das mãos dos turistas. Continuamos e ao sair do de cara com um roedor de uns 3 quilos, lembra um coelho cinza sem as orelhas, uma criaturinha muito simpática, mas muito assustada. Bem ao lado da jaula do leão está a imensa grade o leopardo... mas olhamos para todos os lados, e não encontrávamos o leopardo... Então entra Peter em ação, apontando com o dedo para a copa de uma árvore... e lá estava um leopardo deitado no topo de um pé de eucalipto. Descemos um grande deck, que foi feito acima das árvores e observamos o grande vale que nos separada da parte selvagem do parque, da parte que só poderia ser feita de carro. Há alguns metros estava um javali pastando. Tiramos muitas fotos dessa vista, pois era muito surpreendente. Abaixo do deck ficava a casa de alguns animais que estavam em recuperação ou adaptação. Um antílope sem um dos dois chifres, ou ainda maior, mais pesado marrom com listras brancas. Uma passada pela área que imitava uma savana e últimas fotos das zebras albinas e do zebu. Em seguida, chegamos ao território das chetaras (cheetah). O casal de alemães que estava conosco junto às leoas, estava dentro do habitat abraçando a chetara... não pensei se quer uma vez, virei para Peter e disse: quero ir lá, junto a chetara. Ela tinha 31 anos, já era uma senhorinha de terceira idade. Fiquei um pouco agitado, os minutos de espera eram tão emocionante que eu já estava do lado de fora do acesso, quase pulando para dentro... o casal saiu, eu entrei, ela não estava mais ali, e sim lá do lado do aquário de vidro onde minha amiga do Brasil e outros gringos tiravam fotos. Peter foi buscar a senhora chitara. Ela vem em minha direção, é muito grande, é um gato de mais de um metro de altura e um metro e meio de largura, a calda tem mais um metro. Ela é muito magra, se fosse uma mulher com aquele corpo seria uma miss internacional – e anorexa, claro! Peter diz: deixe-a cheirar sua mão. É incrível é um gato tamanho XXXLLLL! Estava muito nervoso, ainda de pé ela cheirou minha mão e ficou circulando por minhas pernas (como os gatinhos fazem, quando chega alguém diferente), sou só eu e ela agora, todo mundo se afastou, primeiro passo a mão bem devagar pela sua cabeça, em seguida, passo a mão no pescoço, no peito e ela está com a cabeça baixada ainda me cheirando, de repente um susto, ela começa a lamber minha mão. Que susto! E que alegria ao mesmo tempo, pois quando um felino te lambe é também porque está calmo e te aceitou seus carinhos. Muito emocionante estou ao lado, melhor quase abraçado, do animal mais rápido do mundo... ela deve chegar a mais de 150 por hora correndo. Eu tinha visto uma chetara e dois filhotes no Safári em Voi-Tsafo, mas elas na savana e eu no carro bem seguro, agora nada me separava mais daquele extraordinário felino. A troca de carícias durou somente alguns minutos, mas para mim tempo suficiente para ter histórias para contar para o restante da minha vida. Já estamos de saída do parque, passamos por dois crocodilos enormes. É hora de se despedir, e como Peter foi muito bacana conosco, deixamos uma caixinha generosa, na moeda dele e para nós, nem 0000000,1% da satisfação de fazer mais esse safári. Joseph nosso amigo taxista, nos espera do lado de fora e nos deixou no MASSAI MARKET, um tipo de feira de rua, onde se vende artesanato de todo tipo, para todos os gostos e também muita roupa – até agora nem sinal de ver tecido, as meninas não vão acreditar, mas não encontrei – andamos e somos abordados a cada 10 segundos por vendedores diferentes, no início me sinto estranho, como oprimido... encontramos uma vendera, chamada Salomé, ela pede para voltarmos no final da visita a feira que ela nos faria descontos surpreendentes... foi muito interessante, ver minha amiga brasileira, negociando, era um toma lá da cá de preço em alguns ganhávamos muito e em outros perdíamos, como ela tava com o dinheiro trocado – eu só tinha dólares para gastos maiores e ela dinheiro local e miúdo – ela liderou as negociações – de fato não tenho muito jeito para fazer barganhas com a audácia com que ela fazia... ela é melhor vendedora e compradora do que eu... são mais de quatro horas e depois de algumas camisas, roupa para sobrinhos(as), estamos cansados, estafados, fatigados e famintos. Vamos andando em busca de comida. Encontramos um fast-food que vendia pizza, ainda com direito a praça de alimentação na sobreloja. Duas grandes, uma de peperoni e outra de queijo legumes e carnes e duas coca-ligths são nosso almoço e jantar. Voltamos para o hotel, andando... a cidade é bem bonita, limpa, com arquitetura moderna, prédios que em meu imaginário jamais pensava em vê-los em Nairobi – A cidade do Conselho Nacional do QUÊNIA. Chegamos cedo no htoe e depois de um longo e demorado banho sento para assistir um filme e escrever um pouco mais. Uma xícara de chá e toblerone são as minhas companhias da noite. Os planos são de amanhã, domingo, acordar bem cedido e andar pela cidade. Até amanhã.

Diário de Mombasa: sexta-feira, dia 12 de Setembro: último dia em Mombasa

Diário de Mombasa: sexta-feira, dia 12 de Setembro: último dia em Mombasa

São 06h36m, e estou acordado! O sol também acordou! Estamos os dois acordados, vou até a varanda e ainda com olhos embaçados e passando as mãos no rosto, vejo que não tem ninguém na piscina, e ninguém andando pelo jardim, enfim, somos só nós dois, o Sol e Eu. Coloco um shorts pego a câmera e vou até a praia tirar mais algumas fotos e admirar um pouco mais dessa beleza selvagem da praia esmeralda e do sol amarelo-vermelho-laranja. Aproveite o tempo para fazer uns vídeos do local para mostrar o local para meus amigos no Brasil. Em seguida retorno ao quarto para tomar um banho, ajustar mais algumas coisas na mala e pegar as roupas que separei para dona Margareth. Fomos para o café, hoje foi o ultimo café aqui, é preciso fazer um parêntesis grande aqui, o café aqui é composto de ovos mexidos, ovos cozidos, uma salsicha Irish (deliciosa), baked beans, um feijão tipo carioca, meio doce meio salgado que o povo come no café, as torradas são feitas numa maquina engraçada, tipo uma esteira que passa dentro do forno e joga as torradas já tostadas do outro lado, também sempre suco de laranja e maracujá e iorgute de morango e manga (o segundo muito ruim). Tinha também waffles, mel, coalhada, uma barra de cereal chamada beatwick (muito boa por sinal), tem sopa, sim aquelas sopas ralas... nunca vi ninguém tomando, mas elas estão lá servidas durante as duas semanas. Também tinha omelete, sim eles fazem uma omelete com cogumelos, queijo, tomate, cebola e pimenta chili. Tinha também uns rolls de frutas cristalizadas e croissants e um monte de frutas. Chegamos na sessão em tempo hoje. Muitas pessoas vieram me cumprimentar, alguns aparentemente ficaram mais próximos depois do “Baile” de ontem a noite. Durante o intervalo fui levar as roupas, xampus e sabonetes e o hidrante para dona Margareth, fui muito legal, eu disse que gostaria de dar algumas coisa para ela e se ela não se importava, ela disse que não e eu entreguei... ela ficou bastante feliz... perguntou para que servia o hidrante... e eu expliquei. Em seguida voltei correndo e fui assistir o trabalho do grupo da Ásia para aprender um pouco mais sobre a abordagem que eles fazem de facilitação. Também dei uma passada pelo grupo da África, eles estão em 8 grupos, acho que cada grupo representa um país diferente. Em seguida fui ao quarto me livrar o laptop, afinal carreguei-o a semana toda. Meus intervalos eram divididos em postar o diário do dia anterior, fazer upload das fotos, responder os e-mails urgentes, escrever para a família e amigos. Pouco antes do almoço, fui aproveitar pela primeira vez a hidromassagem que tinha em uma piscina pequena ao lado do restaurante, dessa vez foi um para cuidar dos meus pés que estavam acabados da noite anterior. Depois de uns 15 minutos de pés sobre os jatos de água e de estar quase dormindo fui almoçar, como estava muito calor e eu não estava me sentindo bem, comi alguns legumes e um pouco de sala com peixe. Após o almoço fui para o quarto descansar um pouco. Tive cólica essa tarde, daquelas crônicas que eu não sentia já há algum tempo, tive que tomar remédio e deitar um pouco, peguei no sono durante quase uma hora e acordo com as batidas na porta, da minha amiga brasileira personal-trainner. A sessão dar tarde começou bem tarde, quase as 15horas, a agenda já tinha se perdido, era uma sessão de encerramento e homenagens e de orarmos por aqueles que iriam para o campo aplicar o que estudamos durante toda essa semana. Após o término de todas as homenagens, orações, e abraços e beijos de despedidas, voltamos na dona Margareth, para comprar mais algumas coisas, dessa vez, estava inspirado e a fim de comprar uma lembrança. Um parêntesis, dona Margareth é uma senhora, de aparentemente um pouco mais de 50 anos, negra, com um problema em um dos braços e tinha que usar um tensor para manter o braço estendido, mas ela não conseguia apoiar a mão. Não sei porque, mas me identifiquei muito com dona Margareth, ela me lembra alguma dessas outras Margaretes que encontramos no Brasil, nas favelas e caminhos por onde andei, ou ainda pelos caminhos que a vida há de me mandar. Comprei um prato, desses decorados de colocar na parede e um porta-jóias feito de ébano. Aliás, só fui entender e saber de fato o que era ébano na África, no Quênia, em Mombasa, na barra X-Del Boy – Boutique, a lojinha (tenda de rua) de dona Margareth, uma africana que tem o sonho de conhecer o Brasil para ir à Amazônia... ela me disse que gostaria de fazer isso antes de morrer... isso me fez pensar, que eu ainda não conheço a Amazônia, e antes de morrer preciso conhecer, nem que seja só para lá lembrar de dona Margareth. Hoje olhei para o Vilarejo e me bate aquele conflito interno, numa tênue relação entre mediocridade e hipocrisia de um lado e de outro paranóia e neurose, estamos num Resort que é dentro de uma imensa favela. Eu tinha dúvidas desse fato, até olhar para todo meu redor e constar que só tinham lojas na frente o hotel, e que as demais casas eram barracos de madeira, improvisados, sem mobílias... mas as crianças são felizes, brincam na rua... voltamos ao hotel, trocamos rapidamente de roupa, que já estava estrategicamente nas bolsas de mão e ... fomos dizer tchau para as piscinas e para a companheira Tusker (a melhor cerveja do continente africano... rsrs). Os dois norte-americanos – a que fala português e o que fala espanhol – estavam conosco. Entre uma braçada e outra vi a lua, era final de tarde pouco mais de 17h da tarde e ela já estava lá, linda, prata, redonda e enigmática e de outro lado estava o Sol que também veio nos dar adeus – ou será até logo... quem sabe – o sol amarelo-vermelho-alaranjado estava mais brilhante do que nunca, seus raios tocavam a água da piscina colorindo-a de dourado... foi um belíssimo fim de tarde e uma despedida fantástica. Estamos atrasados, corre, toma banho, fecha a mala, corre pelo corredor, e entrar no elevador, corre mais um, dois, três corredores e, recepção, fechamos as contas, alinhamos as malas junto as demais que já estavam, ufa! não somos os únicos atrasados... o big-boss-bass ainda não chegou, ufa!!! os mexicanos resolveram aproveitar a carona... então somos a mesma turma do safári juntos.. estavamos numa van de Safári, então meu amigo-mexicano com nome de comida e eu resolvemos abrir o teto da VAN... isso nos permitir, não desidratar de tanto calor e ver a lua, que agora estava solitária no céu... tento olhar para tudo, todos e cada lado, com sede de registrar cada imagem... chegamos no aeroporto... estou com minha mochila cheia de garrafas de água, é nosso plano de sobrevivência para Nairobi... vamos anda o dia todo e não queremos gastar com água, mas... a moça avisou que não poderia, que eu deveria colocar na mapa grande, como achei que era aquele era a única barreira, nem dei atenção, resultado ao sair do elevador, outro bloqueio e outro Raio X, e agente de segurança fez eu tirar as águas da mala, e autorizou uma garrafa para cada... na verdade tudo isso passou por pretexto pois tínhamos mais outras 8 garrafas na mala que foi despachada... esperamos poucos minutos, o suficiente para provar uma bala mexicana, que mais parece um doce de leite – feito de cabra. Durante o vôo, ao som de “The Best Days of my life”, eu atualizei meu IPOD com músicas em español... pois, nas próximas semanas tenho que virar a chave do inglês para o español... pois minha próxima aventura será em Cochabamba, Bolívia, quando retomarei esse diário. Chegamos a Nairobi, são 21h58, 20 graus. Nos despedimos do demais colegas e pegamos um táxi para o Nairobi Safári Club, um hotel com um lobby cheio de imagens de animais, que vimos no Safári, com muita coisa dourada, cheia de luz, é o host do Rotary Club local. O quarto me lembra a casa da minha avó, tudo é muito retro, e completamente década de quarenta. Estou no quarto 1114, décimo primeiro andar, a vista da cidade é muito legal, tirei algumas fotos e fiquei prestando atenção na movimentação e no som de uma discoteca que vinha de longe, alguns forasteiros mais animados estavam na rua gritando. Gostaria de aproveitar o momento para fazer um agradecimento especial a Deus pela água doce no chuveiro e na torneira, pois, já tinha esquecido, de tanta água salgada que tomei em Mombasa. Estou terminando de escrever o diário de hoje, assistindo um filme trash, a história de um jacaré gigante, mesmo roteiro de anaconda. Acompanhou-me durante essas horas 4 mini-toblerones, uma xícara de chá e um pacote pequeno de pipoca sabor sal e manteiga, e uma garrafa de água. Bom os planos para amanhã, são: visitar o Parque Nacional de Nairobi e conhecer o mercado de rua. Até amanhã!!!

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Diário de Mombasa: quinta-feira, dia 11 de Setembro

Diário de Mombasa: quinta-feira, dia 11 de Setembro

Primeiro gostaria de justificar a falta de pontuação e acentuação que tenho em alguns posts, é que parte do meu diário é escrito no meu PDA (Treo 650). Bom o dia hoje tinha tudo para ser conforme os dias anteriores dessa semana, ou seja, ficando um pouco mais chato, porém o dia de hoje é o dia da MONTANHA RUSSA EMOCIONAL. Agora voltamos aos fatos. Acordo as 06h05, o relógio desperta e o dia ainda está nublado e escuro, mesmo assim escuto 3 pisadas fortes no apartamento de cima, onde está a outra brasileira – lembrando estamos sem telefone nos quartos a semana toda – e esse era nosso código para sairmos para caminhar. Hoje decidimos voltar para a praia, afinal não era tão perigosa quanto imaginávamos e os feirantes também não acordam tão cedo. Desenvolvemos uma técnica para não ser “aliciados” pelas ofertas comerciais, falamos em português muito rapidamente, eles não reconhecem o idioma e nós também não respondemos as perguntas em inglês, logo eles desistem, como funcionou no primeiro dia adotamos a mesma estratégia para o segundo dia. Hoje fomos caminhar com a nossa amiga norte-americana que fala português, ela é filha de norte-americanos mais cresceu no Brasil e agora mora a 5 anos em Washington DC. Ela gosta de estar com os brasileiros, pois, disse que é bom para recordar seu português, já falado com um sotaque muito forte. O sol está nascendo, e para ajudar você a ver o que eu estava vendo, uma pergunta: Você já assistiu o Rei Leão? (tive que copiar esse ponto de interrogação de outro documento...rs) Se você já assistiu Rei Leão, deve lembrar do Sol Nascendo, um amarelo-vermelho- alaranjado (será esse uma novo neologismo, espero que sim...rs) pois é hoje eu vi com meus olhos em frente de mim, o SOL nascer bem amarelo-vermelho-alaranjado, disse para minhas amigas, ninguém vai acreditar nisso, portanto saquei a minha máquina fotográfica e saquei várias fotos, que estão numa pasta chamada “Por e Nascer do Sol na África” http://picasaweb.google.com.br/assessortecnico/. Em seguida tomamos uma ducha e tichbummm na piscina, 10 minutos são revigorante e fazem uma tremenda diferença no dia. Fomos para a plenária, vimos mais um vídeo muito interessante, aqueles com mensagens, que combinam com as cores, que combinam com as musicas, que mexem com os sentimentos e emoções e são eficazes em fazer com que as pessoas se agregarem à missão de outros. Recebemos uma boa noticia 2 horas de almoço.... ou seja, temo para fazermos o que quiséssemos... Então... Fomos nadar no mar, sim pela primeira vez aqui, tomamos coragem de enfrentar cada um dos milhares de ambulantes-feirantes-comerciantes que ficam no espaço entre a mureta do hotel e a praia te oferecendo todo o tipo de artesanato, passeio, isso, aquilo, aquilo outro e aquilo mais. “Estou nadando no Pacífico, estou nadando numa praia africana” esse foi meu pensamento. A água, hum... primeiro a cor: esmeralda, a temperatura: morna muito agradável, a profundidade: na altura da cintura, comportamento: marolas pequenas... O mar aqui é bastante temperamental, as marés variam muito e não tínhamos visto um dia tão bonito quanto foi o de hoje. Saímos da praia, tomamos uma ducha gelada e tichbummm na piscina de novo, para mais 15 minutos de braçadas para lá e para cá... aprendi a mergulhar e a ficar de pernas para o alto essa semana, e também como aumentar minha capacidade de respiração, como bater o pé corretamente, enfim... Nada como ter uma personal-trainner ao seu lado. Em seguida fomos para as atividades da tarde com só 15 minutos de atraso... quase um recorde olímpico...rsrs... já era quinta-feira então as pessoas estavam mais relaxadas com os horários... descobri uma coisa aqui convivendo com tantas pessoas e tantos lugares diferentes: nem todo inglês é pontual, principalmente aqueles que não moram mais na Inglaterra; nem todo o indiano não toca (nem fica cobiçando) em mulher, principalmente quando estão foram da Índia; nem todo norte-americano é tão norte-americano principalmente fora da América; os asiáticos são muito legais e não são tão vidrados por fotografias como todos pensam; os australianos e os africanos tem muito de brasileiros dentro deles; os canadenses são legais de perto – de longe nem tanto; a única coisa que nos diferencial – de forma geral – dos mexicanos é o español; as pessoas são encantadas com o Brasil, sim o cartão de visita – feliz ou infelizmente – é o futebol e o carnaval, mas nada que 5 minutos a mais de conversa, possa mostrar que somos mais e temos mais do que isso para oferecer para o mundo. Essa tarde foi emocionalmente difícil para mim, li um e-mail sobre uma particularidade familiar que realmente me tirou do eixo. Fiquei muito emocionado – com medo, com uma profunda tristeza dentro de meu ser. Queria ir embora, essa era a única coisa que pensava, minha família precisa de mim e eu tenho que ir, mas não posso, não posso estou do outro lado do mundo, a um dia de sair daqui, então conectei na esperança de ter alguém que pudesse ligar para minha família e ter informações mais precisa do que o e-mail que recebi do meu irmão número 02, que me deixou desesperado. Tenho uma coisa, que [re]aprendo a cada dia, amigos são tudo nessa vida o resto é adereço... conversei com meu amigo-google, com a minha amiga-que-sabe-de-tudo; outra amiga-menina-moça-mulher, e com meu amigo-pastor-amigo, esse último mora na mesma cidade que meus pais e ligou imediatamente para meu pai e ao mesmo tempo que conversava comigo com ele ao telefone, conversa comigo pela Internet. Foi um alívio receber maiores informações... em seguida recebo uma ligação do amigo BB do Brasil, também me ajudando.... o conselho era: mantenha-se ocupado, ocupe a cabeça e não pense mais nisso.... foi então o que fiz... Saímos para andar no vilarejo, afim estou ficando maluco de ficar “trancado” nesse hotel. Minha amiga brasileira persol-trainner, comprou duas estátuas feita à mão e de Ébano. Voltamos para a sessão da tarde, foi bastante difícil acompanhar a reunião, então desisti, fui para meu quarto, mas durante o cominho conversamos muito minha amiga brasileira e eu, aquele tipo de conversa para confortar e consolar... aquelas conversas que você conta suas questões que tem alguma semelhança com a história em questão... foi muito legal da parte dela, esse momento especial de conversa... bom tivemos que nos trocar rapidamente, afinal era a noite da confraternização, eu vestido de forma, mais formal possível... fui para a churrascaria que fica dentro do hotel de frente a piscina que os gringos adoravam, pois ficava de frente para o mar. O local decorado com folhas dos coqueiros e algumas flores nativas locais. Tinha churrasco e uma quantidade imensa de diferentes carnes: carneiro, bife, peixes, frango, etc... em seguida entrou um grupo de dança local, muito interessante, as mulheres gritavam e os homens batiam os pés, e em suas pernas algumas sementes grandes faziam o barulho do chocalho. As mulheres tinham no ombro lenços com miçangas coloridas, elas mexiam o ombro e a cintura com uma velocidade incrível... já sei de onde veio o gingado brasileiro, definitivamente da África, mas tenho algo a dizer, nem a mulata mais requebradora chega perto dessa lindas mulheres negras e com um requebrado inimaginável. Em seguida, subimos para a lateral do restaurante, em frente a uma piscina que tinha um pequeno palco, onde um DJ local, tocava músicas, nas noites que não tinham apresentações locais. As músicas 80´s 70´s e algumas 60´s dominavam sua vitrola. Juntamos um grupo e começamos a dançar, de repente alguém me ofereceu uma cerveja, e foram 3 em seguida... Dançamos muito, a noite estava quente eu fiquei muito suado. Em seguida a música foi interrompida, para um stand-up show, muito chato... fazendo imitações não simpáticas de outras culturas, para ilustrar a primeira parte era sobre como os diferentes povos se cumprimentam, e os italianos foram ilustrados como dois caras que se cumprimentavam e roubavam a carteira um do outro, então logo me aborreci e não esperei para ver a encenação do Brasil. Fomos para o bar que fica dentro do restaurante, os mexicanos, os australianos, e os dois norte-americanos que mais parecem brasileiros. A música voltou e para voltarmos a dançar fizemos a maior bagunça, tiramos todas as cadeiras e abrimos o salão, dançando até as 23h30m... a música acabou, e nos despedimos, antes disso eu sorrateiramente tirei a roupa e pulei na piscina, foram 5 minutos preciosos que me separou da bronca que eu tomei do guarda e a corrida até meu quarto. Um banho quente, demorado, em seguida a estranha sensação de que está acabando, pois eu tinha que arrumar a mala. Lavei uma camisa na pia e uma cueca também. Tirei todas as coisas do armário, arrumando, dobrando, separado coisas, vendo o que ia levar e o que não ia levar. Durante a tarde, a mulher dona da tenda “boutique” de vendas me pediu roupas e sabonete... eu separei 3 camisas, e todos os sabonetes e xampus que eu havia “separado” durante essas duas semanas, e vou levar para eles amanhã, ah! separei um hidratante também, para dona Margareth, afinal tenho dois, não preciso de dois. Bom, está passando da meia noite e meia tenho que ir dormir, pois amanhã é o último dia e quero estar bem, para encerrar bem as atividades aqui, e estar inteiro para passar mais dois dias em Nairobi... os planos para Nairobi são visitar o Parque Nacional de Nairobi e conhecer o comércio de rua. yeshuahamashia!

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Diário de Mombasa: Quarta-feira, 10 Setembro.

Diário de Mombasa: Quarta-feira, 10 Setembro.

O dia amanheceu e eu ja estava acordado. As 6h30m fomos caminhar na Praia, após 40m voltamos para o hotel e fomos para piscina. Para o café sobrou menos tempo, chegamos atrasados a devocional já tinha comecado. A parte da manha foi bastante maçante. Após o almoço começamos a trabalhar em n material da oficina da america latina. Primeiro tinhamos a amiga de Australia e a americana-facilitadora, a primeira parte foi pouco produtiva, qdo elas sairam evoluimos um pouco, depos chegou um chico que mudou todo o trabalho entram retrocedemos novamente. Resvesolvemos escrever para a chefe para esclarecer alguns pontos. Enfim perdemos uma tarde inteira num trabaho pouco produtivo e que deixou muito cansado. Fomos jantar os latinos e dois norte americanos e um ingles cambojano. Ficamos brincando com as tampinhas dos refrigerantes, um campeonato tipo boccha. Em seguida foi dormir, quase dormir no chuveiro, acho que estou cansado de ficar trancado nesse hotel, ainda bem que estamos no penúltimo dia, meu essa reuniao se tornou muito chata. Passei um torpedo para o Brasil e dormi com a tv e ar condicionado ligado.