domingo, 15 de março de 2009

Diário de La Paz: 15 y 16 de Marzo, 2009




15 de Marzo de 2009 - 17h50m - TACA - Voo 039 - São Paulo - Lima - La Paz
São Paulo, 32 graus ao pico do meio dia de sábado.
La Paz, 4 graus, as 23h55m do mesmo dia.

Na mala? Nenhuma blusa ou agasalho, somente o que trago no corpo!!!


Essa é a terceira mudança climática desse mês! Na próxima semana tem mais uma, porém em território brasileiro.

Não passei mal com a ALTITUDE! Outro mito derrubado - me sinto meio um programa que tem na tv a cabo chamado "Mithybusters" em bom português "Os Caçadores de Mitos", uma dupla que desvenda os mistérios de mitos populares. Eu realmente me sinto um Mithybuster, nos ultimos 2 anos de viagem. As pessoas tem uma grande tenências, bom pelo menos parte delas, muita das vezes, pelo menos algumas que me cercam, em te contar as coisas ruins dos locais onde vou visitar, porém tenho provado ao contrário, se você estiver lendo esse blog poderá constatar que eu só tive boas experiências até agora.
Voltando a ALTITUDE, meus sintomas foram uma leve pressão na testa, que NÃO virou a dor de cabeça insuportável, que alguns se referem; e uma leve pressão no peito, quando desci de 4061 metros de altitude para 3600 metros que é a altitude do hotel onde estou.

Sobre o aeroporto pesquisei algumas informações:


O Aeroporto Internacional de El Alto serve a cidade de La Paz Capital Federal da Bolívia.((Seus códigos |IATA LPB |ICAO SLLP)) Sua Pista, de cabeceiras direcionadas 10/28 tem 4.000 metros de comprimento, é construida em comcreto.

O aeroporto esta localizado na cidade de El Alto, perto da cidade de La Paz, que serve o tráfego aéreo nacional e internacional. A uma altitude de: 4.061 mt, é um dos maiores aeroportos internacionais do mundo.

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Sobre a cidade, eu sabia pouco então fui pesquisar, vejam o que encontrei:

La Paz é o município mais populoso da Bolívia. Localiza-se no oeste do país, a 3660 metros de altitude. Tem perto de 1 613 000 habitantes. Embora Sucre continue legalmente a ser a capital do país, o governo tem a sua sede na cidade de La Paz desde 1898. É ainda sede do departamento de La Paz.

La Paz está entre um vale profundo rodeado por montes e montanhas de grande altitude pertencentes à Cordilheira dos Andes; entre a elevada Meseta andina e os vales mais baixos.

A parte sul (Zona Sur) tem uma geografia similar, com montes menos elevados e encontra-se a menor altitude que o resto da área urbana.

Na Cordilheira dos Andes (a este da cidade) encontra-se o Illimani (6.465 msnm), cuja silhueta formou o emblema da cidade desde a sua fundação.


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Hoje a tarde, domingão, após uma manhã de trabalho revisando agenda, pensando em ferramentas de aprendizagem, processos metodologicos e abordagens didatico-pedagógicas, resolvemos sair para almoçar e andar pela cidade. O restaurante NEW TOQUIO, sim sou aafficciioonnaaddoo em comida japonesa, chinesa, koreana, indiana enfim oriental. Após os sushis, huaris (cerveja local) e chá de coca para digestão, fomos caminhar no centro, infelizmente muita coisa estava fechada, mas foi bem interessante fazer compra num supermercado popular, programa bem caseiro para um turista de primeira viagem a La Paz, porém aprendi que água, coca-cola e coisinhas para beliscar, são mais baratas quando comprado nos mesmos locais que a população local compra.

Voltamos para o Hotel, eu muito cansado, consegui dormir durante duas horas, e da-lhe trabalho, até as 23h da noite. O Taller (oficina) começa amanhã, e só para variar estou um poquito ansioso, normal!!!

Abaixo comparto con ustedes una canción que habla sobre La Paz. Infelizmente não encontrei ainda o audio na net.

Prometo voltar aqui para relatar mais essa aventura em meu passaporte.

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Linda la paz
Jach’a mallku
Ritmo: cullawada

Cuando llegue a la paz
Me encontre una lina ciudad
Con sus florcitas
Lindas cholitas
Que linda que es la paz (bis)

Vamos todos a cantar
Esta cullawita
Vamos todos a bailar
Esta cullawita
Con sus florcitas
Lindas cholitas
Que linda que es la paz

quinta-feira, 12 de março de 2009

EUA - Como foram os últimos dias!!! E Planos futuros!!!








São Paulo, 12 de Março de 2009.

Tem dois dias que cheguei dos States, não fui a Nova Iorque, dentre todas as desculpas que poderia me dar, a esperança de voltar logo está entre elas, conhecer esse pedaço de chão tão xingados por um e idolatrados por outro, posso dizer que não faço parte mais, de nenhuma das duas turmas.
Visitamos alguns espaços fantásticos em DC, Museu de História Natural, Museu Espacial, Museu de História Americana, Castelo Smithsoniam, a Galeria Nacional de Artes e o Museu da Nasa... Enfim, entre Aeronaves, animais, livros e foguetes, sentimentos de estar muito impactado com a beleza dos lugares, a limpeza, educação do povo, a estética americana (inspirada em diferentes culturas confesso), também estava ali presentes dentro de mim, um sentimento de opressão pela ostentação dos armamentos bélicos, dos monumentos aos não sei quantos mil, milhares e milhões mortos nas Guerras X,Y e Z.
Enfim, foi bom conhecer a América NO norte, conhecer mais esse pedacinho do mundo, contribuiu com o processo de me tornar um ser humano melhor a cada dia, mais tolerante a cada dia e mais sensível no ato de dividir com o outro a experiência da viagem nessa nave mãe!

Atrasei um pouco para retornar aqui, meu espaço e cantinho das aventuras...aliás tem outras pintando aí, semana que vem está pintando LA PAZ (quero ir ao lago TITICACA) em seguida CHILE, que preparem "los Vinos".

Ah! As fotos da Viagem estão no Album Virtual do Picassa, clica aqui.


E hoje, dia abafado, quente e chuvoso, bom para curtir uma melancolia retardada, então lá vai a musica e clipe que "estilinga" para minha adolescência.


BUILD
Construção



CLAMBERING MEN IN BIG BAD BOOTS
Homens escalando com botas grandes e ruins
DUG UP MY DEN, DUG UP MY ROOTS
Cavaram minha guarida, cavaram minhas raízes
TREATED US LIKE PLASTICINE TOWN
Tratou-nos como uma cidade de cera
THEY BUILT US UP AND KNOCKED US DOWN
Eles nos construíram e nos destruíram

FROM MECCANO TO LEGOLAND
Do modelo Meccano ao Legoland
HERE THEY COME WITH A BRICK IN THEIR HAND
Chegam aqui com um tijolo em suas mãos
MEN WITH HEADS FILLED UP WITH SAND
Homens com as cabeças cheias de areia
IT'S BUILD
Isso é construção

IT'S BUILD A HOUSE WHERE WE CAN STAY
É construir uma casa onde podemos ficar
ADD A NEW BIT EVERYDAY
Acrescenta um novo pedaço a cada dia
IT'S BUILD A ROAD FOR US TO CROSS
É construir uma estrada para agente atravessar
BUILD US LOTS AND LOTS AND LOTS AND LOTS AND LOTS
Constrói-nos muito e muito e muito e muito e muito

WHISTLING MEN IN YELLOW VANS
Homens assobiando em Vans amarelas
THEY CAME AND DREW US DIAGRAMS
Eles chegaram e nos desenharam diagramas
SHOWED US HOW IT ALL WORKED IT OUT
Mostrou-nos como tudo isso funcionava
AND WROTE IT DOWN IN CASE OF DOUBT
E tomaram nota em caso de dúvida

SLOW, SLOW AND QUICK, QUICK, QUICK
Lento, lento e rápido, rápido, rápido
IT'S WALL TO WALL AND BRICK TO BRICK
É parede por parede e tijolo por tijolo
THEY WORK SO FAST IT MAKES YOU SICK
Trabalham tão rápido que te deixa doente
IT'S BUILD
Isso é construção

IT'S BUILD A HOUSE WHERE WE CAN STAY
É construir uma casa onde podemos ficar
ADD A NEW BIT EVERYDAY
Acrescenta um novo pedaço a cada dia
IT'S BUILD A ROAD FOR US TO CROSS
É construir uma estrada para agente atravessar
BUILD US LOTS AND LOTS AND LOTS AND LOTS AND LOTS
Constrói-nos muito e muito e muito e muito e muito

IT'S BUILD
É construção

DOWN WITH STICKS AND UP WITH BRICKS
Desça com madeira e suba com tijolos
IN WITH BOOTS AND UP WITH ROOTS
Entrem usando botas e suba com raízes
IT'S IN WITH SUITS AND NEW RECRUITS
Estão dentro com ternos e novos operários
IT'S BUILD


recordar é viver, assista aqui o clip do The HouseMartins - BUILD

terça-feira, 3 de março de 2009

Diário USA: Chantilly Virginia - Washington DC









Sábado, 28 de Fevereiro de 2009.

A correria é a mesma de sempre, faz mala, prepara as coisas, passaporte na mão, porém dessa vez o destino é o que eu achei que era o mais improvável até então. Sim, estou embarcando para a terra do "Tio Sam"! A despeito de todo meu preconceito em relação ao povo que vive na américa do norte, eu estava um tanto excitado com essa viagem. Uma mistura de ansiedade, tensão e uma sorte de sentimentos que me confudem. Medo, é um deles, as pessoas no Brasil, tem uma mania de aterrorizar novatos de viagens! Para cada local que você vai, que alguém já foi, tem uma série de recomendacões e parte dela é para "não fazer isso", "não fazer aquilo", "evitar isso", "evitar aquilo", enfim uma série de "recomendações", que mais "terrifies you, than helps you"... O vôo, foi tranquilo, apesar da aeronave velha, do flyghtatendent gordinho com mais idade :-), da comida mais ou menos, enfim... o mito desfeito: compania aérea renomada, com serviço um tanto duvidoso... mas para mim, tudo estava uma maravilha, afinal eu estava também muito empolgado... foi difícil dormir... todas as informações da cabine do piloto, falavam do frio que estava fazendo em nosso destino, o pequeno aeroporto de Dulles Washington, que não ficava em Washington, mas sim numa cidade de aprox. 40mil habitantes, há 40km de Washington-DC, chamada CHANTILLY, uma cidade da grande Washington, enfim, fazendo um paralelo é Osasco em relação a Sampa.
Chegamos as 6h da manhã. Na imigração - primeira fila - duas perguntas: o que você veio fazer aqui? quanto tempo vai ficar? Na segunda fila, checagem de segurança, quatro perguntas: O que vc veio fazer aqui? com que trabalha? já esteve na África? (estava escrito no formulário) quanto tempo vai ficar? e TCHAU!!! Sim, ele simplesmente não pediu para abrir nenhuma mala, não pediu nenhum documento extra... aco contrário do que meus amigos diziam, minha cara disso ou daquilo, não foi interpretada dessa forma, pelos conterrâneos dos "TIO SAM". A Sandra, minha amiga que me acompanha nessas viagens (melhor, sou eu quem a acompanha nessas aventuras ao redor do projeto piloto que estamos desenvolvendo na América Latina), ela teve que ir para a salinha e abrir as malas e passar no RX novamente.
Saímos do Aerorpoto e esta nevando... isso mesmo, pela primeira vez estou vendo neve, é uma visão bonita, tudo branco, carros cobertos de neve, estacionamentos, árvores, estradas, morros e montanhas coberto de neve. Faz frio, mas nada insuportável ainda... Um boliviano, de cochabamba, dirige o shuttle, até o hotel Wingate Hotel. O hotel é legal, o melhor é a maquina de café dentro do quarto, microwave e mini-bar :-). Estamos um tanto distante das coisas aqui, na verdade temos alguns restaurantes por perto e algumas loginhas e grosseries mais é um bairro residencial e onde estamos estão concentrados vários hotéis. Correr para desfazer a mala, tomar café e rua...Durante o café encontramos as colegas de trabalho da Africa, escritório do Kênya. Elas se juntam a nossa aventura do dia. Um taxista, com o carro paracendo meu quarto de tão organizado, nos leva até a estação de metro em Viena - linha laranja, e vamos até o Metro Center, trocar para a linha vermelha e paramos na UNION Station, onde saímos de onibus em onibus, perguntando quanto custa a diária do "hip on hip" o que eles chamams de "seensight" é um busão, onde você paga o ticket e anda por toda a cidade, visitando os pontos turísticos, e pode sair andar, e entrar no próximo sem pagar durante 24hrs. Passamos o dia todo visitando os locais que sempre vemos na Tv e na telona, em vários filmes que mostram Washington... dentre eles eu visitei:

O Cume do Capitólio (Capitol Hill), que possui 24 metros de altitude, é um morro localizado próximo ao centro geográfico de Washington. Ali estão localizados:

* O Capitólio dos Estados Unidos da América, localizado próximo ao centro geográfico de Washington. É onde os membros do Congresso americano encontram-se para discutir e adotar legislação. Possui 91 metros de altura, e é considerado uma das mais belas estruturas do país.

* A Suprema Corte dos Estados Unidos da América, onde os membros da corte suprema do país reúnem-se em sessões para discutir leis e decisões tomadas por cortes de níveis inferiores. Turistas não somente podem apreciar a arquitetura do edifício como podem também atender às sessões da Corte.


* O National Mall é um grande parque localizado no centro de Washington. Possui 3 km de comprimento, esticando-se desde o Capitólio dos Estados Unidos até o Memorial de Lincoln. Foi inaugurado no começo do século XX. Nele estão localizados:

* O Smithsonian Institution, um complexo de museus e parques, localizado ao longo do National Mall.

* A Casa Branca, inaugurada em 1 de novembro de 1800. É a residência oficial e o principal local de trabalho do presidente dos Estados Unidos da América.


* O Monumento de Washington, um obelisco dedicado a George Washington, e parte da National Mall. Foi inaugurado em 1888, e possui 169,29 metros de altura, sendo a estrutura mais alta da cidade. Uma lei do Distrito proíbe a construção de edifícios mais altos do que o Monumento de Washington. O obelisco contém um observatório no topo, onde turistas podem ver praticamente toda a cidade.

* O Lincoln Memorial, um monumento de granito, dedicado a Abraham Lincoln. Ele foi assassinado na cidade, em 1865, no Ford's Theatre.

* O Jefferson Memorial, dedicado a Thomas Jefferson.

* O Roosevelt Memorial, dedicado a Franklin Delano Roosevelt.

* O Vietnam Veterans Memorial, dedicado às pessoas que serviram na Guerra do Vietnã.

* O Ford's Theatre, famoso por ser o local onde o Presidente Abraham Lincoln foi assassinado, em 1865. Além de ser um teatro, é também um museu nos dias atuais.

* A Galeria Nacional de Arte

Outros pontos que gostaria de acrescentar são carrinhos de hot-dogs, as diet-cokes, os cafés, hot-chocolates, água, maps, e no dia que estavamos lá O FRIO, muito frio, alguns graus bemmm abaixo de zero...

O retorno para o Hotel, teve um aquecimento, resolvi voltar no trajeto na parte de cima do busão, que era aberto, então multiplica aí a sensação de frio..., mas valeu a pena... o agasalho de tec-tell, um cachecol e uma blusa de lã, já foram suficientes...
O Metro com o ar aquecido, foi mais que bem vindo, para todos nós, principalmente para as meninas da África que estavam como picolés-humanos...rsrsrs... um bom e longo cochilo no taxi até o hotel, foi interrompido pela parada no mercado, para comprar algumas coisas para comer, pois não estavam servindo jantar no hotel, entao diet-cocke e lanche de microndas.

Na segunda, dia 02/03, começou a reunião de trabalho, a principio um pouco vagarosa, as pessoas ainda encantadas com a neve, alguns que estavam presos no transito por causa da neve, e outros que estavam morrendo de frio por causa da neve... e a musiquinha na minha cabeça, que o refrão dizia "Let's Snow, Let's Snow, Let's snow"...

Daqui alguns dias volto aqui, os planos são um tanto de reuniões, e se (e vai) sobrar tempo pra irmos a Nova York e voltar para Domingo passar nos museus novamente em DC.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Diário de Cochabamba: sábado, 08 de Novembro de 2008.









Diário de Cochabamba: sábado, 08 de Novembro de 2008.

Acordo já o com o sol quente e brilhando. Ver as Cordilheiras dos Andes de minha janela é algo simplesmente fantástico. A cidade está no meio de um vulcão desativado. Banho, café e fechar os documentos para impressão. Uma correria básica que antecedeu nosso dia de bater penas pelas ruas de Cochabamba. Um táxi nos leva ao centro da cidade. Estamos à procura de artesanatos e eletroeletrônicos que aqui são baratos. Caminhamos umas duas horas, pergunta para um pergunta para outro e fomos parar em nosso escritório local. Interrompemos uma reunião, mas conseguimos a informação certa. Andamos uma longa distancia. Na rua é incrível como as pessoas vendem comidas. Tem de tudo pão; bolo; carnes fritas; sementes das mais variadas tostas – algumas salgadas outras doce – espigas de milho branco (Choclo); rosquinhas doces – algumas com cobertura de chocolate, enfim... a impressão que tenho é que um hábito local é comer na rua. Entramos em uma feira de rua e nela vendia de tudo: comida, roupa, móveis, eletrodomésticos, brinquedos, mais um milhão de outras coisas. Passamos pela Rodoviária local. Em um dos morros observo uma variedade de carros estacionados, descubro que é uma feira de venda de carros, com alguns milhões de bolivianos poderíamos sair de lá com uma Pajero, ou uma Toyata, enfim, a explicação foi que era um meio-contrabando, meio-ilegal... rsrsrs... caminhamos por toda a feira visitando as “tiendas”. Comprei para uma jarra que ferve água em 45 segundos, uma maravilha moderna, que eu conheci no Quênia e que agora tem uma na minha mala. Passamos por uma loja que vendia louças brasileiras, o vendedor pediu para ensinar-lhe a falar algumas frases em português, dentre elas: “Fala mais devagar, por favor!”. Em seguida entramos numa loja de enfeites natalinos e minha amiga “se quedo loca” e comprou um monte de enfeites, bolas douradas e de diferentes tamanhos para sua árvore de natal, velas, castiçais e até uma estrela dourada para colocar na ponta da árvore. Tivemos eu comprar uma bolsa de feira dessas com desenho no padrão xadrez, para colocar as coisas. Voltamos para o hotel com as compras e quase 4 da tarde fomos almoçar no restaurante brasileiro que servia feijoada. A caipirinha de maracujá com cachaça, foi a melhor que já tomei até hoje. Voltamos ao hotel, a após um banho e algumas horas assistindo filmes que já assisti algumas vezes, resolvo dar uma volta ao redor do hotel. Tem muito jovens na rua e todos estavam bebendo, em frente aos bares, restaurantes e boates que tem aqui na região de EL PRADO. O bairro que estávamos é um bairro universitário, então é comum – segundo o povo local – encontrar jovens bebendo durante a noite toda. Volto ao hotel e da sacada da minha janela fico admirando a noite cochabambina e vou deitar – a comida não me caiu muito bem, a noite foi complicada.

sábado, 8 de novembro de 2008

Diário de Cochabamba: sexta-feira, 07 de Novembro de 2008.




Diário de Cochabamba: sexta-feira, 07 de Novembro de 2008.

A noite foi um pouco melhor, consegui dormir um sono só. De manhã estava muito frio, então a caminhada ficou para o final do dia. A rotina de trabalho do dia foi à mesma, ou melhor, mais pesada ainda, porém não ficamos trancados o dia todo. Andamos de carro pela cidade, aliás, aqui um parêntesis (a aqui não tem guarda – ou polícia – de trânsito o que torna o trânsito um pequeno caos; a lei é a buzina, isso torna a cidade um pouco barulhenta; os motoristas e passageiros não usam cinto de segurança; o colega de trabalho local informou de cada 5 carros particulares 3 são dirigidos por mulheres.). Fomos visitar o hotel 5 estrelas onde será o evento http://www.lacoloniahotel.com/. O hotel mistura uma linguagem arquitetônica entre o que aqui chama de colonial do lado antigo e do outro uma arquitetura moderna, mais clean, quartos com móveis modernos, Internet sem fio, enfim, acho que todos vão gostar. O salão onde acontecerão as plenárias é um salão de festa, como aqueles bem antigos com direito a um conjunto de candelabros e espelhos gigantes em molduras douradas nas paredes. Tive que fazer algumas análises técnico-pedagógicas para a organização do local, enfim estrutura e logística de como funcionará o evento. Claro pedi para ficar em um quarto individual. O legal é que tem uma piscina pequena – que ninguém usa por causa do frio – e uma sala de ginástica com duas saunas, vou tentar aproveitar bastante. Voltamos ao hotel, e vou descansar um pouco, responder alguns e-mails e começo a revisar, editar e configurar um documento de mais de 50 páginas em espanhol, isso me tomou como duas horas de trabalho. Em seguida volto a me reunir com minha amiga de trabalho para dar continuidade no material que usaremos na oficina e para pensar a metodologia de trabalho da semana, paramos de trabalhar era quase meia noite. Outro banho demorado e cama, dessa vez sem forças nem para zapear a tv que ficou ligada com o sleep ligado e dormi, esperando o sábado, que tiramos para descansar e caminhar pela cidade, conhecer o centro velho e fazer umas compritchas... até amanhã. A trilha sonora do dia ficou entre Nouvelle Vague e Esperanza Spalding.

Diário de Cochabamba: quinta-feira, 06 de Novembro de 2008.



Diário de Cochabamba: quinta-feira, 06 de Novembro de 2008.

A noite anterior não foi muito boa, estranhei tudo a cama, o local, a temperatura, a altura, enfim... tive que me adaptar durante a noite para o dia de corre-corre que se desenhava. Colo uma bermuda, camisa e tênis e saio para caminhar. Uma volta na avenida principal, e algumas tentativas de jogging. Porém dada a altitude depois de 15 minutos correndo, descobri que não era uma boa pedida, então volto a caminhar. Tudo aqui é bonito, limpo e colorido. A cidade está como dentro de um vale de montanhas, mas as montanhas aqui estão muito perto. Tem um mirante com a estátua de Cristo, que dá pra ver da minha janela. A praça bem limpa, a igrejinha – que o nome da santa é Hospício, ao lado a Comunidade Hospício de Cristianos. Retorno ao hotel depois de mais de caminhando. No café da manhã descobri que usar o aparelho ortodôntico e ser pontual é um desafio. Escovar os dentes tem se transformado numa tarefa difícil e obsessiva. Vamos a “oficina” de Cochabamba, a receptividade é muito boa, o povo aqui gosta muito de brasileiros, tem até uma recepção diferenciada. O prestígio é tanto que temos uma sala separada somente para nosso trabalho. O dia de trabalho é pesado, revisa documento escreve documento, li documentos em inglês, em espanhol e outros em português – um desafio e excelente exercício para o cérebro que começa a misturar o espanhol e o português. Fico me cobrando porque não paro para estudar esse idioma, afinal tenho que admitir sem vergonha nenhuma, gosto do idioma espanhol. O almoço é uma aventura gastronômica um pouco arriscada, uma parrilhada, com chouriço, carne vermelha, carne branca (galinha e porco) e alguns miúdos que tive que provar – afinal quero evitar gafes culturais - e que definitivamente. Voltamos ao escritório para mais uma jornada de reuniões – chatas – entre skype, MSN e e-mails. Não vejo o dia passar, trancado dentro de quatro paredes me aborrecendo com coisas que não farão diferença nenhuma na minha vida, se quer amanhã. Jantamos yakissoba e voltamos para o hotel. Um banho quente e demorado. Tento escrever, mas estou muito cansado. Zapeando a teve o sono vem, espero conseguir dormir bem e que o dia de amanhã seja mais interessante do que foi o dia de hoje.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Diário de Cochabamba: quarta-feira, dia 05 de Novembro de 2008.




Diário de Cochabamba: quarta-feira, dia 05 de Novembro de 2008.

O dia começa bem e promete. Bom como vou viajar me dei alguns pequenos luxos. De café da manhã pastel e caldo de cana e excelente companhia. Saio correndo. Chego em casa e ainda tenho que fechar a mala, responder mensagens fazer reuniões virtuais, dar e receber orientações... Encaminhamentos, encaminhamentos, encaminhamentos (homenagem a minha amiga assistente social). Na mala: uma cueca para cada dia, uma meia para cada dia, jeans (bom esse dá pra repetir), bermudas (diferentes cores e tamanhos), uma jaqueta, algumas camisas, duas batas (companheiras de sempre)... será que esqueci algo ? Amanhã saberei... são 14h30m saio correndo de casa e ainda tenho que passar no escritório, assino isso e aquilo e coisas que nem sei porque estou assinado. To atrasado, já passam das 15h e eu deveria estar no aeroporto as 15h. O taxista conta tantas histórias e eu quase não ouvi nenhuma. Meus olhos estão no trânsito, viramos aqui trânsito, viramos ali trânsito, todos os “atalhos” estão cheios de gente como eu, atrasadas, apressadas, estressadas... chegamos ao aeroporto, exatamente uma hora antes do vôo... ninguém mais no check-in, a atendente ouve a desculpa de sempre: “O trânsito está impossível nessa cidade!” ela me informa que já tinha iniciado o embarque, outra correria... tira laptop da mala, o cinto, o óculos, a carteira, as moedas, os celulares... passei pelo raio X, ufa!!! O portão é o 16, e a fila estava grande. Pergunto a um senhor “esta fila és para el vuelo para bolivia?” e a resposta: “Si!” Logo a frente está minha amiga brasileira, a mesma da viagem anterior, trocamos um sorriso de “bom te ver”. Assim que passa a porta de embarque nos encontramos e abraçamos, muitas coisas para contar, histórias e estórias daqui e de acolá. Poltrona 18D, corredor, menos mal, odeio sentar no meio... bom acho que qualquer pessoa de bom juízo odeia sentar no meio. Ao meu lado, um adolescente boliviano e seu pai. Mas que rápido saco os documentos que tenho que ler antes de começar a Oficina. Lembro aqui do meu amigo Google, que diz que ninguém faz essas leituras previamente ao não ser durante o vôo. “É meu caro! Mais uma vez você está certo!” Vou sentir falta de tê-lo por perto, afinal é você quem está levantando vôo. A aeromoça Fernanda S deixa seu crachá cair logo ao lado da minha poltrona. Estou com o crachá dela na mão e o adolescente espia, mais que uma vez, e eu mostro para ele. Ele me pergunta: “És brasileña?“, “Si, por que?” “Por que és muito bonita!”. Sorrio e volto a leitura. No Ipod Petshop Boys e Marisa Monte. Chegamos a Santa Cruz de La Sierra – Conexão para Cochabamba. Na fila de imigração, a oficial pergunta sobre minha vacina de Rubéola? ? ? Bom, disse que não tinha a carteirinha desta vacina (lembrei que na verdade não tomei ainda – tarefa para fazer quando voltar para casa), mostrei a de febre amarela e ela se contentou. Novamente ninguém me perguntou nada, simplesmente pegou o folheto azul preenchido com meus dados e meu passaporte e CARIMBO!!!! Sentamos num café, e: “Por favor, duas cocas, uma Light e outra Zero e um café expresso”. Após ouvir mais histórias divertidas, felizes e alegres, continuamos para o embarque. Mais 40 minutos de vôo e conversas infinitas e não conclusivas sobre trabalho e a Oficina que vamos fazer. Na hora do pouso uma tensão, pois sou informado que, de vez em quando os pilotos iniciam o pouso, mantém a velocidade e volta a subir.... o piloto simplesmente “joga” quase literalmente no chão. Enfim a rotina, bagagem táxi e chegamos no Hotel Regina - http://www.hotelreginabolivia.com/ - simpático, Internet muito boa, tv com vários canais, cama boa e banheiro mais ou menos. Vamos jantar em um bar chamado Brazilian Coffe, que é de um Italiano que serve comida Japonesa. Acompanha os urumakis 5 Huaris. Descobri depois da terceira que o grau é de 4,8% de álcool. Regressamos e cada um para seu andar e respectiva habitación e banho, cama e TV. A noite não foi muito boa, acordei várias vezes, estranhei a cama, o quarto, o sono foi picado, acho que não vou dormir muito. Bom, até amanhã!